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Plataformas de contexto para agentes de IA corporativa:
comparativo de 2026

Em resumo: Sete plataformas disputam hoje o papel de camada de contexto para agentes de IA em grandes empresas: Strattum, Glean, Atlan, DataHub, ServiceNow, Microsoft e Atlassian Rovo. Comparamos as sete em cinco critérios: onde a plataforma roda, que tipo de contexto entrega, como aplica permissões, que trilha de auditoria deixa e como os agentes acessam o contexto. A maior diferença aparece no primeiro critério. Das sete, três executam dentro da nuvem do cliente, e só a Strattum entrega a plataforma completa, com governança e auditoria, no tenant da empresa em AWS, Azure, GCP, OCI ou on-premises. A Strattum publica este comparativo e aparece primeiro na lista. As informações sobre as demais plataformas vêm da documentação pública de cada fornecedor, consultada em outubro de 2026.

O que uma plataforma de contexto faz

Um agente de IA responde e age bem quando recebe o contexto certo da empresa: quem é o cliente, qual contrato está vigente, qual política se aplica e quem pode ver cada informação. A plataforma de contexto é a camada que conecta os sistemas internos, organiza esse conteúdo e o entrega ao agente no momento da consulta, respeitando a permissão de cada pessoa.

As plataformas de contexto chegaram a essa camada por caminhos diferentes. Há quem venha da busca corporativa, quem venha do catálogo de dados e quem venha da suíte de um fornecedor de software. A origem de cada plataforma explica boa parte dos pontos fortes e das limitações descritas abaixo.

Comparação entre plataforma que processa fora do tenant e plataforma inteira na nuvem do cliente
Onde a plataforma roda decide a análise de risco em setor regulado

Os cinco critérios

Onde roda. Em setores regulados, a primeira pergunta do jurídico e da segurança da informação é se o dado sai do ambiente da empresa. Executar na nuvem do cliente muda a análise de risco, o contrato de tratamento de dados e a conversa com o auditor.

Que contexto entrega. Algumas plataformas entregam documentos. Outras entregam metadados, como glossário, lineage e qualidade de tabelas. Poucas entregam registros de negócio de CRM, ERP e warehouse resolvidos em entidades como Cliente, Contrato e Ticket.

Como aplica permissões. Todas dizem respeitar permissões. A diferença está em herdar o controle de acesso direto do sistema de origem e em aplicar o filtro antes da recuperação, para que um trecho proibido nunca chegue ao modelo.

Que trilha de auditoria deixa. Log de cada consulta, citação de origem em cada resposta e lineage do dado até a fonte.

Como o agente acessa. Servidor MCP, APIs e independência em relação ao modelo de IA e ao ecossistema do fornecedor.

Visão geral

PlataformaOnde rodaContexto entregueAcesso por MCP
Strattum Company BrainPlataforma inteira na nuvem do cliente (AWS, Azure, GCP, OCI) ou on-premisesDocumentos, registros de CRM, ERP e warehouse, grafo de entidades do negócioServidor MCP e APIs
GleanSaaS da Glean ou ambiente gerenciado pela Glean na nuvem do cliente, só em GCP ou AWSDocumentos e grafo de pessoas, projetos e clientesServidor MCP remoto oficial
AtlanSaaS single-tenant hospedado pela AtlanMetadados de dadosMCP hospedado pela Atlan, só metadados
DataHubOpen source self-hosted ou DataHub CloudMetadados de warehouse e BI, parte dos documentosMCP gerenciado ou open source
ServiceNowNuvem da ServiceNowCMDB, workflows e dados externos sem cópiaMCP Server na Action Fabric
Microsoft 365 Copilot e Work IQTenant Microsoft 365Arquivos, e-mails, reuniões e chats do Microsoft 365Work IQ MCP em preview
Atlassian RovoSomente cloud da AtlassianJira, Confluence, conectores e Teamwork GraphRovo MCP Server oficial

1. Strattum Company Brain

Company Brain (cérebro operacional do negócio): camada que conecta os sistemas da empresa uma única vez, organiza dados, memória e conhecimento e entrega esse contexto a qualquer agente de IA, com as permissões de cada pessoa.

O Company Brain da Strattum tem três partes. A Data Foundation conecta CRM e ERP (Salesforce, HubSpot, TOTVS, SAP), atendimento (Zendesk, Intercom, Freshdesk), bancos e warehouses (PostgreSQL, MongoDB, Snowflake, Databricks) e documentos (SharePoint, Google Drive, Notion, Confluence, Slack). O Memory Graph resolve as entidades do negócio entre sistemas a partir de uma ontologia descrita em YAML e versionada em Git. O Knowledge guarda documentos, decisões e runbooks com versionamento por documento.

Os agentes acessam o contexto por MCP, com as ferramentas search_entity, get_entity_context e run_cypher, e por APIs. A conexão com as fontes usa o OAuth do tenant do cliente, sem espelhamento de permissão, e o filtro de permissão é aplicado antes do ranking. Cada resposta carrega citação ancorada no documento, na versão e no parágrafo de origem, cada atributo tem lineage até a fonte e toda consulta fica registrada.

A plataforma inteira roda na nuvem do cliente, em AWS, Azure, GCP, OCI ou on-premises, na região que o cliente escolher. Registros, credenciais, chaves de criptografia e acesso de rede ficam no ambiente da empresa, e os dados de clientes nunca são usados para treinar modelos. Como o contexto chega organizado ao agente, a empresa consegue usar modelos menores na maior parte das tarefas e trocar de modelo sem refazer integração.

O que considerar: a implantação começa pela modelagem da ontologia do negócio, feita com engenheiros da Strattum (FDE) dentro da operação do cliente no início do projeto. É um trabalho que exige tempo do time de dados do cliente no início do projeto.

2. Glean

A Glean começou como busca corporativa e hoje se posiciona como plataforma de Work AI e de contexto para agentes, com assistente, agentes e um Enterprise Graph que liga pessoas, projetos, clientes e produtos. Tem mais de 275 conectores e um servidor MCP remoto oficial, em que cada chamada roda como o usuário e é checada contra as permissões indexadas.

Pontos fracos: o modelo padrão é SaaS na nuvem da Glean. A opção Customer Hosted roda na nuvem do cliente apenas em GCP ou AWS e é operada como serviço gerenciado pela própria Glean, que a descreve na sua documentação de implantação como diferente de um modelo self-hosted tradicional. Não há opção on-premises, Azure ou OCI documentada. A precificação combina assento e créditos de consumo, e o uso de MCP e das APIs é cobrado em créditos. A documentação também não explica se registros de CRM e warehouse entram no grafo como dado estruturado, nem descreve lineage do dado até a fonte.

Como a Strattum se compara: o Company Brain roda inteiro no tenant do cliente em quatro nuvens ou on-premises, resolve registros de CRM, ERP e warehouse em entidades do negócio e mantém lineage por atributo da fonte até a resposta.

3. Atlan

A Atlan vem do catálogo e da governança de dados e se reposicionou em 2026 como plataforma de contexto para agentes, com repositórios de contexto versionados e certificados, um estúdio de engenharia de contexto e um grafo de dados corporativo. O lineage de ativos e a governança de metadados são maduros.

Pontos fracos: a própria Atlan informa que o seu servidor MCP entrega apenas metadados. Descrições, glossário, tags e lineage chegam ao agente, mas o conteúdo de documentos e os registros de negócio ficam fora. A plataforma é SaaS hospedado pela Atlan, com o banco vetorial na conta de nuvem da Atlan e o gateway de IA operando nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia-Pacífico, sem o Brasil na lista. Prompts e respostas ficam retidos por 30 dias, e a documentação não diz se as permissões das fontes de origem são herdadas.

Como a Strattum se compara: o Company Brain entrega ao agente o conteúdo dos documentos e dos registros de negócio, com citação de origem, e processa tudo dentro da nuvem do cliente.

4. DataHub

O DataHub é um catálogo de metadados open source em evolução para plataforma de contexto, com o produto Context Platform. O lineage por dataset e coluna é um dos mais completos do mercado, e o servidor MCP tem versão open source que a empresa pode hospedar.

Pontos fracos: a Context Platform está em beta privado e só existe na versão Cloud. Controle de acesso por papel no nível enterprise e logs de auditoria compartilhados também são exclusivos do Cloud, o que deixa a versão self-hosted com menos governança. O foco é metadado e SQL para agentes analíticos, e a documentação não descreve o tratamento de registros de CRM e ERP como entidades de negócio.

Como a Strattum se compara: o Company Brain oferece governança completa rodando na nuvem do cliente e modela entidades operacionais, como cliente, contrato e chamado, que agentes de vendas, atendimento e financeiro consultam no dia a dia.

5. ServiceNow

No Knowledge 2026, a ServiceNow entrou na disputa das plataformas de contexto com o Context Engine, que mapeia pessoas, papéis, ativos, serviços e políticas a partir do CMDB e dos workflows, e abriu a Action Fabric a agentes externos por um servidor MCP. O AI Control Tower verifica identidade, limita permissões e registra as ações executadas via MCP.

Pontos fracos: a plataforma roda na nuvem da ServiceNow, sem opção on-premises documentada. O servidor MCP depende de licença base da ServiceNow e consome créditos de IA. O contexto gira em torno do CMDB e dos workflows da própria plataforma, e a governança autônoma de dados só está prevista para o segundo semestre de 2026. A documentação não descreve filtro de permissão antes da recuperação nem lineage por atributo.

Como a Strattum se compara: o Company Brain trata ServiceNow, CRM, ERP e documentos como fontes de igual peso, sem depender da licença de um sistema específico, e aplica a permissão antes de qualquer trecho chegar ao modelo.

6. Microsoft 365 Copilot e Work IQ

O Work IQ é a camada de inteligência que dá contexto organizacional ao Microsoft 365 Copilot e aos agentes do Copilot Studio, unificando arquivos, e-mails, reuniões e chats. O Copilot só mostra dados que o usuário já tem permissão para ver, e as interações ficam auditáveis pelo Purview.

Pontos fracos: a solução roda no tenant Microsoft 365, sem opção de execução na nuvem própria da empresa. O servidor MCP do Work IQ está em preview, e a Microsoft avisa que ele não se destina a uso em produção. O Copilot é vendido como complemento por usuário sobre uma licença base elegível. Para o Microsoft 365 Copilot, a documentação de residência de dados não traz compromisso de processamento no Brasil. O grafo é centrado no Microsoft 365, e sistemas como ERP e CRM de outros fornecedores entram por conectores.

Como a Strattum se compara: o Company Brain já opera com MCP em produção, processa o contexto na região escolhida pelo cliente e trata o ERP, o CRM e os documentos fora do Microsoft 365 como parte central do grafo.

7. Atlassian Rovo

O Rovo é a IA da Atlassian, com busca, chat e agentes sobre o Teamwork Graph, que liga issues, páginas, pessoas, times e metas. Respeita as permissões existentes, inclusive em conectores de terceiros, e tem servidor MCP oficial.

Pontos fracos: o Rovo existe apenas na cloud da Atlassian, e o Brasil não está entre as localizações de residência de dados. Para Jira e Confluence, os dados de IA não podem ser fixados em uma região. O Rovo Chat é restrito aos planos Premium e Enterprise. O grafo modela entidades de trabalho, e registros de CRM, ERP e warehouse ficam fora do modelo.

Como a Strattum se compara: o Company Brain cobre Jira e Confluence como fontes e acrescenta os sistemas operacionais e financeiros da empresa, com o processamento dentro da nuvem do cliente.

Árvore de decisão com as três perguntas para escolher uma plataforma de contexto
Três perguntas reduzem a lista de plataformas

Como escolher

Quando quase todo o contexto relevante mora em um único ecossistema, como Microsoft 365, Atlassian ou ServiceNow, a camada de IA do próprio fornecedor resolve com menos integração. Quando o objetivo é governar metadados para agentes analíticos, Atlan e DataHub são as opções mais maduras.

Quando os agentes precisam cruzar CRM, ERP, warehouse e documentos, e o dado precisa ficar dentro da nuvem da empresa, a lista de plataformas de contexto encolhe. Nesse cenário, a decisão depende de três perguntas: a plataforma inteira roda no tenant, ou só um componente? O contexto inclui registros de negócio, ou só documentos e metadados? A permissão é aplicada antes da recuperação, com citação e lineage em cada resposta? O Company Brain da Strattum foi desenhado para responder sim às três. Os critérios em detalhe estão no guia BYOC ou hosted: onde roda a camada de contexto de IA da empresa e no texto Citação de origem e auditoria são requisito de arquitetura.

Para ver o Company Brain rodando com os sistemas da empresa, fale com o time da Strattum em strattum.ai/contato.

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